
Reflexões sobre a PAZ.
Eis que um dia nasceu a PAZ. Quando e como não se sabe.
PAZ foi um nome dado talvez a um sentimento, a utopia da busca do significado de um término, ao paradigma de um credo qualquer. Talvez quisesse o autor da PAZ criar um instante de total serenidade, de satisfação, ou até mesmo de um momento vingado.
A PAZ teve um Genitor que a tornou eterna, mesmo que abstrata. E assim a PAZ foi pregada com sua eternidade. Fadada a estar em tudo e em todos. E assim foi feito. A PAZ sendo colocada para reinar o pensamento dos mais inocentes, dos mais perversos, dos mais arrependidos e redimidos. Daqueles que perdoam, daqueles que se perdoam, mas nem sempre são perdoados. Sendo assim, a PAZ passou a habitar naqueles que pertencem à guerra. Passou a estar em terra firme, em mar aberto e nas mais profundas águas. A todas as culturas e etnias. Até mesmo a todos os planetas o Genitor deu seu passe livre. E lá está ela. Então, tendo vontade própria ou não, ela está em tudo.
Mas então, o que é a PAZ? Felicidade? Término de um tormento? Utopia de um mundo melhor? Mas de que felicidade, de que tormento e de qual mundo?
O Genitor criou a PAZ, mas deixou por explicá-la. Sendo assim, tudo o que se diz sobre PAZ é mera opinião. É individual do ser humano. É um momento, um êxtase, o fim de uma luta. A PAZ pode estar contida em tudo o que há de mais puro, assim como pode habitar a parte mais vulnerável da mente. É o fim de uma guerra, mas para outros, o início. Pode ser o último suspiro de um sofrimento. Então, pregar a PAZ é honrar uma escultura ou um ser humano. É acreditar que ela está dentro de nós. É dar de comer ao esfomeado, é concordar com a justiça dos homens, é acreditar na justiça divina seja ela qual for, caso ela exista.
A PAZ só estará consumada quando o rebelde lutar por vingança, quando o doente parar de sofrer, nem que para isso seja necessária a sua morte. É quando todos os indivíduos que se amam se libertarem da dor e do estorvo. Só assim farão jus as PAZES.
E que a PAZ fique sem definição ou explicação, mas que ela sempre exista no coração de todos. Mesmo daqueles que acham que não precisam dela. A PAZ é apenas uma sugestão sem definição. Para dissertar a PAZ será necessário dissecá-la. Mas dissecar o que, se PAZ é um abstrato?
Então é melhor senti-la para que se descreva a cada instante, por cada ato, por cada sonho, por cada realização.
Almejar a PAZ é lutar. Lutar para se ter PAZ são atos tão ambíguos, mas tão similares, que caminham sempre em par.
Finalista - UNESCO - ABL em "Escrevendo a Paz" ♥ A Freudiana...♥

Nenhum comentário:
Postar um comentário