sábado, 20 de outubro de 2007
http://www.youtube.com/watch?v=v_KznAxlvbY
Não dá pé
Não tem pé, nem cabeça
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem talvez ter feito
O que você me fez desapareça
Cresça e desapareça...
Não tem dó no peito
Não tem jeito
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem pé, não tem cabeça
Não dá pé, não é direito
Não foi nada
Eu não fiz nada disso
E você fez
Um Bicho de Sete Cabeças...
Não dá pé
Não tem pé, nem cabeça
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem talvez ter feito
O que você me fez desapareça
Cresça e desapareça...Bicho de Sete Cabeças!
O Buraco do Espelho (Arnaldo Antunes)
agora eu tenho que ficar aqui
com um olho aberto, outro acordado
no lado de lá onde eu caí
pro lado de cá não tem acesso
mesmo que me chamem pelo nome
mesmo que admitam meu regresso
toda vez que eu vou a porta some
a janela some na parede
a palavra de água se dissolve
na palavra sede, a boca cede
antes de falar, e não se ouve
já tentei dormir a noite inteira
quatro, cinco, seis da madrugada
vou ficar ali nessa cadeira
uma orelha alerta, outra ligada
o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar agora
fui pelo abandono abandonado(a)
aqui dentro do lado de fora
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Hoje a minha ausência de inspiração me fez pesquisar a opinião alheia acerca da diferença entre paixão e amor... essa foi a que mais se identificou com a minha.
"...a paixão chega, devasta, incendeia, te faz esquecer, perder a noção do certo e errado, é como uma tempestade, mas ao contrário do amor, ela não fica... a paixão vem e dessa mesma forma, depois de arruinar tudo vai embora e nao deixa nada pra trás, a nao ser lembrança e acontece também deixar o arrependimento... o amor fica...
PRA SEMPRE...♥

http://www.youtube.com/watch?v=qtOJE1JD3Ck
De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras...
Sei que faço isso prá esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
Agora está tão longe vê
A linha do horizonte
Me distrai
Dos nossos planos
É que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção...
Aonde está você agora?
Além de aqui, dentro de mim...
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo...
E quando vejo o mar
Existe algo que diz:
-Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...
Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...
Ei, olha só o que eu achei:
Cavalos-marinhos.
Sei que faço isso
Prá esquecer
Eu deixo a onda
Me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora... (Renato Russo)
segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Reflexões sobre a PAZ.
Eis que um dia nasceu a PAZ. Quando e como não se sabe.
PAZ foi um nome dado talvez a um sentimento, a utopia da busca do significado de um término, ao paradigma de um credo qualquer. Talvez quisesse o autor da PAZ criar um instante de total serenidade, de satisfação, ou até mesmo de um momento vingado.
A PAZ teve um Genitor que a tornou eterna, mesmo que abstrata. E assim a PAZ foi pregada com sua eternidade. Fadada a estar em tudo e em todos. E assim foi feito. A PAZ sendo colocada para reinar o pensamento dos mais inocentes, dos mais perversos, dos mais arrependidos e redimidos. Daqueles que perdoam, daqueles que se perdoam, mas nem sempre são perdoados. Sendo assim, a PAZ passou a habitar naqueles que pertencem à guerra. Passou a estar em terra firme, em mar aberto e nas mais profundas águas. A todas as culturas e etnias. Até mesmo a todos os planetas o Genitor deu seu passe livre. E lá está ela. Então, tendo vontade própria ou não, ela está em tudo.
Mas então, o que é a PAZ? Felicidade? Término de um tormento? Utopia de um mundo melhor? Mas de que felicidade, de que tormento e de qual mundo?
O Genitor criou a PAZ, mas deixou por explicá-la. Sendo assim, tudo o que se diz sobre PAZ é mera opinião. É individual do ser humano. É um momento, um êxtase, o fim de uma luta. A PAZ pode estar contida em tudo o que há de mais puro, assim como pode habitar a parte mais vulnerável da mente. É o fim de uma guerra, mas para outros, o início. Pode ser o último suspiro de um sofrimento. Então, pregar a PAZ é honrar uma escultura ou um ser humano. É acreditar que ela está dentro de nós. É dar de comer ao esfomeado, é concordar com a justiça dos homens, é acreditar na justiça divina seja ela qual for, caso ela exista.
A PAZ só estará consumada quando o rebelde lutar por vingança, quando o doente parar de sofrer, nem que para isso seja necessária a sua morte. É quando todos os indivíduos que se amam se libertarem da dor e do estorvo. Só assim farão jus as PAZES.
E que a PAZ fique sem definição ou explicação, mas que ela sempre exista no coração de todos. Mesmo daqueles que acham que não precisam dela. A PAZ é apenas uma sugestão sem definição. Para dissertar a PAZ será necessário dissecá-la. Mas dissecar o que, se PAZ é um abstrato?
Então é melhor senti-la para que se descreva a cada instante, por cada ato, por cada sonho, por cada realização.
Almejar a PAZ é lutar. Lutar para se ter PAZ são atos tão ambíguos, mas tão similares, que caminham sempre em par.
Finalista - UNESCO - ABL em "Escrevendo a Paz" ♥ A Freudiana...♥

...ela me dizia isso o tempo todo:
De onde tiraste sentimentos tão profundos?
Tu Desgarrada.
Como pudeste pulsar tamanha compaixão de dentro do teu próprio ser,
que um dia foi parte de mim
e dar-te a escrevinhar tão docemente.
Justo você, que se faz de um ser amargo.
O azedume das palavras tuas ditas a mim jamais terá sentido senão outrora degustado por tuas escrituras.
Por que então hei de te entender?
Nunca soubeste compilar aquilo que é belo pelo que sei de ti.
Pois eu sei, que o que vem de teu Ser,
quando se expele pra fora de tua alma, perde o sentido.
És tu senão uma mentira?
E de onde buscaste as frases para o que jamais diria por teus próprios lábios,
se em ti só habita a angústia? Se de ti só ouço palavras estreitas.
A que sentimento origina tua poesia, se foi logo ontem que aprendeste a pensar?
E se já sabes falar,
eis que não ouço as belas palavras dos fonemas que escreves mas que não soltas no ar.
Talvez não porque não saibas, mas para que me machuque.
Desde quando te conheço?
Para que me escreves com rimas tão justas, se tu,
que sempre disseste pra mim palavras adoecidas com a febre da tua angústia.
Então me diga: Onde aprendeste a escrevinhar?
Devo supor que seja falso eis que só me dá desprazer da tua vida medíocre.
Então sendo, como posso te entender?
Se na tentativa da tua vida perfeita por mim criada fracassaste, como hei de aceitar?
O que esconde de mim?
O que queres mais, senão me fazer chorar?
Talvez sim, escreva para me castrar, Me tirar do prumo de minha vida calma e pequena.
Quem mais senão eu, tu quiseste vingar?
É como se conheceste minhas maiores culpas escondidas.
Tu pareces mais o meu próprio sarcasmo.
Tudo aquilo que escondo do mundo.
Meu inconsciente recalcado.
Ou senão só posso supor que tentas explicar tuas letras e tuas palavras nunca ditas para que me faças refletir em ti.
E se não pude mostrar meu incondicional amor, eis que me fazes trabalhar para entendê-lo.
Como podes concatenar letra e verso dentro de tua dor, e fazer delas poesia?
Que assim seja, se necessário. Aflija-me então se não mais consegues me dizer.
Dedilhe-me teu amor se também tu não sabes declamar.
Escreva-me enfim, o dito pelo que nunca foi dito se assim me fazes entender o que deixei de te dizer e que não te ensinei a falar.
...E foi assim que resolvi expor meus escritos e pensamentos.
A Freudiana...♥
